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#18
Web 2.Obama
A campanha
eleitoral de Barack Obama representou um exemplo
de uma estratégia que utilizou de forma
eficaz as plataformas de media emergentes, nomeadamente: display,
micro-blogging, media social, mobile e gaming.
Em 2 anos o Senador Obama usou a sua campanha de
marketing para o catapultar, do quase anonimato,
para o candidato presidencial com o maior financiamento
de sempre. |
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DISPLAY
O trademark da campanha de display de Obama foi o tema “Join Us” – um
pedido aos eleitores indecisos e apoiantes descomprometidos para fazerem parte
do movimento. Em volume, Obama ultrapassou os outros candidatos por uma larga
margem. A campanha de Obama teve em média 92 milhões de impressões
por mês, comparados com os 7 milhões de John McCain. |
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MICRO-BLOGGING
Micro-Blogging é uma forma especialmente eficaz de atingir
apoiantes fervorosos que possam levar a mensagem da campanha às
massas. Obama agarrou o Twitter tornando-se o Twitter-er mais
popular com mais de 127.000 seguidores.
O Twitter registou o seu record de actividade à medida
que eleitores e interessados pelo mundo inteiro “twitavam” as
suas reacções à noite de eleições.
No entanto, após as eleições não
manteve a sua conta no Twitter. Deixar uma plataforma “arrefecer” pode
ser problemático, pela “desilusão” que
pode criar nos seus seguidores e resposta online da parte destes,
nas plataformas sociais, com post negativos sobre o sucedido.
Os políticos deveriam planear uma estratégia de
media pós-eleições, que apontasse para novas
formas de comunicar com os apoiantes devotos a partir do momento
em que a campanha acaba.
MEDIA SOCIAL
Um dos aspectos fundamentais do sucesso da estratégia
de media Emergente de Obama foi o MyBarackObama.com (MyBO.com).
Obama modelou o seu site à imagem do Facebook e do MySpace.
MyBO.com veio provar ser um decisivo facilitador na mobilização
dos apoiantes de Obama.
À medida que a campanha avançou, MyBO.com tornou-se no local
de organização de reuniões de apoio a Obama, numa base
de telefones de eleitores para os apoiantes contactarem indecisos, e num local
para angariar dinheiro, maioritariamente de pequenos doadores - 65.000 dos
quais novatos nos donativos políticos. No Outono de 2008 mais de 1 milhão
de pessoas já se havia registado no MyBO.com, ultrapassando largamente
os utilizadores únicos do site de McCain.
Obama também capitalizou a sua presença em diferentes
plataformas de media sociais: Facebook com mais de 2,6 milhões
de amigos, MySpace, Twitter, YouTube, Fllickr, e redes sociais
de nicho como BlackPlanet.com e MiGente.com, AsianAve.com e GLEE,com
(comunidades afro-americanas, hispânicas, asiáticas
e de Gays&Lésbica, respectivamente).

Mobile
Os SMSs são uma forma poderosa de comunicar, especialmente
com um público jovem, altamente reactivo às mensagens
de texto. Obama usou o poder e intimidade do mobile para anunciar
o seu candidato a Vice-Presidente via SMS. Milhares de apoiantes
registaram-se para ter acesso a este serviço.
A aplicação oficial para o iPhone Obama ’08,
foi emblemática da mestria da equipa de Obama, em termos
de relevância. Uma funcionalidade da aplicação
dividia a lista de contactos por Estado e o utilizador poderia
ligar a seus conhecidos em Estados-chave, mobilizando-os para
votar em Obama. Contava ainda com funcionalidades sociais que
permitiam aos utilizadores, através da sua geo-referenciação,
ter acesso à lista de eventos que ainda se iriam realizar
naquela zona, bem como a notícias de última hora.
Esta aplicação entrou para o top 5 de downloads
da AppleStore.
Gaming
A campanha de Obama marcou a primeira presença de uma
campanha política em in-game advertising, num jogo Xbox360:
Burnout.
O gaming tem sido pouco explorado em termos políticos,
apesar de ser um excelente meio para atingir faixas da população
mais jovens (e cada vez mais adultos), que não se conseguem
atingir com facilidade nos canais tradicionais.
Nas semanas anteriores às eleições, 18 jogos,
incluindo o famoso Guitar Hero, tiveram anúncios da campanha
de Obama. Os anúncios apareciam em outdoors e ecrãs,
dentro do jogo, e comunicavam alertas para os eleitores se registarem
para votar, encorajando-os a votar mais cedo.
Os vídeos virais não
podem ser ignorados
Segundo a eMarketer, 14% dos utilizadores de internet norte-americanos
que votam são da opinião que os vídeos virais
são a melhor maneira dos políticos captarem a sua
atenção.
O artista Will.i.am, dos Black Eye Peas pegou no icónico
discurso de Obama “Yes We Can” e criou uma música
e vídeo que exibiam várias celebridades e a voz
de Obama. Este vídeo teve mais de 14 milhões de
visualizações no YouTube. Durante a campanha metade
dos vídeos mais visionados eram relacionados com a eleição.
As campanhas podem fazer um anúncio ou vídeo oficial
e tentar torná-lo viral no entanto, o maior sucesso tem
sido garantido pelos user-generated-content que têm registado
um crescimento sem precedentes.
Obama foi o primeiro candidato presidencial a utilizar e a conquistar
a Internet numa escala massiva e acabou por se tornar presidente.
Mas houve outro grande vencedor da campanha presidencial de 2008:
a media Emergente - as plataformas e canais que anteriormente
eram experimentais ou “giros” foram legitimados pela
performance que criaram. |||
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