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#18
A evolução
dos modelos de comunicação e o papel do research
No
modelo de comunicação actual o consumidor
assume o duplo papel de target e de media. Compreendê-lo
multidimensionalmente, enquanto pessoa e já não
apenas enquanto consumidor, é um dos desafios
que se coloca às marcas e parceiros de comunicação.
Nos últimos 60 anos, o modelo de comunicação
entre marcas e consumidor evoluiu profundamente,
alterando a relação de forças
entre ambos. |
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| De um modelo unidireccional, expoente máximo
da comunicação de persuasão e assente
em mass products, mass targets e mass media, a web potenciou
a evolução para um modelo bidireccional,
a partir da 2ª metade da década de 90. Este
modelo, coloca o consumidor no centro do processo de
comunicação, onde as marcas reconhecem
a necessidade de interagir com o consumidor, num diálogo
a 2 vias. Com a passagem do milénio e a evolução
das plataformas digitais que promoveram a activação
da comunicação de forma integrada, marcas
e consumidores passaram a coexistir num único
modelo, de diálogo multidireccional. Actualmente,
as marcas defrontam-se com uma realidade onde os consumidores
deixaram de ser apenas um target de comunicação,
mas são também eles um poderoso media,
assumindo-se enquanto produtores de conteúdos
e veiculadores da mensagem. |
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Os consumidores como indivíduos!
Para conseguirem que o consumidor dedique algum do seu tempo e
atenção às experiências de marca,
as marcas terão de apresentar propostas relevantes, com
que os consumidores queiram interagir no seu dia-a-dia.
Não se trata apenas de um modelo de comunicação
passivo vs um modelo de comunicação interactivo,
marcado pela proliferação de touchpoints. A questão
fundamental neste modelo, é que as vivências pessoais
e sociais dos indivíduos influenciam o modo como vivem e
percepcionam o contacto com cada touchpoint. Neste cenário,
o conhecimento dos consumidores, numa perspectiva multidimensional, é crucial
para que as marcas possam activar os touchpoints relevantes para
cada target, de modo a encontrar um equilíbrio entre as
estratégias de comunicação, de persuasão
e de participação.
O estudo dos touchpoints numa perspectiva
holística
A selecção e avaliação dos touchpoints
que optimizam determinada estratégia de comunicação,
não passam apenas pela relação cobertura,
frequência e custo do meio. O custo por contacto é actualmente
uma medida demasiado simplista e que não pode ser analisada
isoladamente. A eficácia da comunicação passa
por reconhecer os atributos de comunicação relevantes
a desenvolver na marca, bem como o contexto mais adequado à mensagem
e, em função destes, identificar para cada target,
o mix integrado de meios mais eficaz para activar a estratégia
de comunicação.
O processo de trabalho das agências de comunicação
e meios do Grupo IPG baseia-se em metodologias, sistemas e estudos
próprios sobre os consumidores e os meios, que permitem
suportar a selecção de touchpoints em cada estratégia,
em função dos meios considerados mais relevantes
pelo target, para atingir os objectivos de comunicação
propostos.
Research: investir para rentabilizar
Presente na fase da formulação da estratégia,
o research não deve ser descurado na fase final do processo.
A avaliação de resultados, mais do que um dado estatístico,
deve conduzir a um processo de reflexão estratégico
objectivo e suportado por dados, que culmine em medidas accionáveis
que, incorporadas nas estratégias futuras das marcas, sejam
um contributo para a optimização da comunicação
das mesmas.
O enfoque nos resultados e a medição do retorno
do investimento em cenários de maior restrição
económica assume particular relevância, sendo ‘obrigatório’ justificar
e rentabilizar todas as opções de investimento realizadas.
O investimento em research, pelas marcas e seus parceiros de comunicação,
permite sustentar e optimizar as opções de activação
das marcas, adaptando a cada marca e objectivo de comunicação,
a estratégia mais eficiente e eficaz para fazer o engagement
do consumidor. |||
As 4 macro tendências que marcam o modelo de comunicação
actual
- ‘Always on, anywhere’ / A tecnologia abriu um mundo
de escolhas ao consumidor e o contacto deixou de ter hora e lugar
marcados. Os consumidores interagem com as marcas ‘on demand’,
em movimento e independentemente da tecnologia, do momento, do
lugar ou da plataforma de acesso.
- O poder do ‘social media’ / O ‘social media’ é um
fenómeno à escala global. Dando aos consumidores
conteúdos e aplicações que lhes permitam
interagir socialmente, as marcas poderão marcar a diferença.
- A democratização dos conteúdos / Actualmente
qualquer um pode assumir um papel activo enquanto produtor, agregador,
crítico ou transmissor de conteúdos. As marcas
que abordarem a publicidade como conteúdos, poderão
fazer parte desta cadeia de valor do consumidor.
- Próximo e pessoal / Seja online ou offline, os consumidores
esperam que as marcas tenham com eles uma relação
personalizada: querem ser tratados como indivíduos e não
como dados. Personalizar as experiências de marca faz parte
do jogo.
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