| Newsletter
#17
Euro 2008
As audiências
globais de televisão nos campeonatos europeus
de futebol continuam a crescer!
O Euro 2008 registou uma audiência média
global de 82 milhões de telespectadores por
jogo, superando em 2 milhões o visionamento
por jogo do Euro 2004. |
|
 |
Em termos de fases do campeonato, o maior crescimento registou-se
nos jogos dos quartos-de-final e das meias finais com +10% e +13%
de audiência média por jogo, respectivamente. Este
crescimento reflecte a presença nestas fases de países
de grande dimensão populacional na Europa já que
o top 3 de países com mais habitantes esteve presente nestas
fases: Rússia, Alemanha e Turquia. A Espanha, uma das “cinco
grandes” economias europeias, completou a lista dos semi-finalistas,
contribuindo também para o aumento da audiência global
do campeonato.
Final do Euro 2008 jogo
mais visto – A final do Euro 2008 entre Alemanha
e Espanha, com um crescimento mais modesto face à final
do campeonato de há 4 anos (+2.5% de audiência média),
foi ainda assim o jogo mais visto com uma audiência média
de 165 milhões de telespectadores.
A Squadra Azzurra, actual detentora do título mundial,
foi a equipa mais vista em termos globais na fase de grupos, 94
milhões de telespectadores. A expectativa que rodeia normalmente
esta equipa, aliado ao facto de a mesma jogar no apelidado ‘grupo
da morte’ (com França, Roménia e Holanda) motivou
o maior interesse por esta selecção.
Portugal no Top feminino – No
Euro 2008 as mulheres representaram globalmente 39% da audiência
televisiva, um resultado que está em sintonia com a generalidade
dos eventos internacionais de futebol dos últimos anos.
Em alguns países a percentagem de visualização
de mulheres ficou muito perto da dos homens, chegando mesmo a ultrapassá-la
no caso da Suíça, onde 52% dos telespectadores eram
mulheres. Portugal e Croácia ocupam a segunda posição,
ambos com 47% de mulheres.
2012: rumo à Polónia
e à Ucrânia – O Euro 2008 garantiu à UEFA
a maior receita de sempre resultante da venda de direitos de
transmissão. Apesar da maior parte dos jogos terem sido
transmitidos em canal aberto, a proporção de jogos
transmitidos via pay-TV foi a maior de sempre, com incidência
nos jogos da fase de grupos (o que condicionou naturalmente as
audiências destes jogos). O desafio que a UEFA irá enfrentar
em 2012 será o de encontrar o balanço óptimo
entre a maximização das receitas dos direitos televisivos
e a máxima exposição do evento.
O Euro 2012 será o 1º Campeonato Europeu de futebol
a realizar-se na Europa de Leste. A população conjunta
da Polónia e da Ucrânia é 4 vezes superior à da Áustria
e da Suíça, representando um mercado potencial vasto
para as empresas que o queiram aproveitar. Tendo em conta o perfil
de audiência do Euro 2008, que nesta região (Europa
de Leste) foi mais upscale do que em qualquer outra, será certamente
uma boa oportunidade para as marcas comunicarem com as classes
médias em franca expansão nestes mercados! |||
Fonte: Estudo ViewerTrack Grupo Initiative, mediante
o estudo de 54 mercados referente às audiências televisivas
dos jogos transmitidos em directo e em sinal aberto
“Nothing more than scary stories”
O relatório “The Digital Video Consumer” vem
demonstrar que o consumo de televisão na Europa
tem continuado a crescer e não a decrescer. Os europeus
vêem actualmente entre 3 e 4 horas de televisão
por dia com um crescimento estável de 1% entre 2000
e 2005. Alguns dos factores apontados para a manutenção
do consumo televisivo, não obstante o crescimento
da penetração da internet em toda a Europa,
são: |
 |
| |
|
- A evolução tecnológica tem melhorado
a qualidade da experiência televisiva, promovendo écrans
de maior dimensão, imagem de alta definição,
entre outras funcionalidades incluindo a interactividade;
- As principais actividades praticadas na internet pelos
jovens, email, social networking e vídeos de entretenimento,
não são substitutas da televisão pelo
que, mesmo naquele target o consumo de televisão não
apresenta uma tendência decrescente; por outro lado,
a experiência sugere que, mesmo entre os jovens que
numa fase inicial têm uma maior aderência ao
online, este hábito poderá ser tendencialmente
decrescente à medida que ficam mais velhos;
- O switch-off para o digital que obrigatoriamente irá ocorrer
em todos os países europeus até 2012 continuará a
promover a multiplicação de canais, favorecendo
uma maior diversidade da oferta televisiva.
O mesmo relatório levanta a questão de no
médio-longo prazo os serviços on-demand puderem
pôr em causa o negócio dos operadores instalados
enquanto plataformas agregadoras e distribuidoras de programas,
preconizando que estes operadores deverão apostar
na produção de conteúdos próprios
como meio de diferenciação.
|
|
|
|