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Newsletter: more #15: OUT 2007
DINKYs & INKYs: do conhecimento ao engagement
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Manter
a actualidade da proposta de valor requer, por parte
das marcas, conhecer o consumidor, as tendências
e antecipar soluções. Relevância
na forma e no conteúdo são vectores
essenciais para uma comunicação eficaz
e pressupõe um conhecimento profundo do consumidor:
além das características demográficas,
importa identificar estilos de vida, motivações
e ambições. |
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Um segmento que se tem vindo a afirmar em termos globais,
são os DINKYs (double-income-no-kids-yet) e os INKYs
(mesmo conceito, mas no singular). Apesar de tendencialmente
associados à faixa etária 25-35, distinguem-se
essencialmente pelas características familiares e por
um estilo de vida particular.
São indivíduos economicamente independentes,
que vivem sozinhos (INKY) ou em casal (DINKY). Neste segundo
caso, os filhos chegam cada vez mais tarde; se em 1975 em média
as portuguesas tinham o primeiro filho aos 24 anos, em 2005
essa média era já de 28 anos, tendência
que será mais marcante neste segmento.
Estes indivíduos (ou casais) tendem a prolongar a fase
da juventude, associando um estilo de vida mais social a um
poder de compra superior, que lhes é conferido por uma
carreira profissional bem sucedida. No caso dos casais, a chegada
do primeiro filho é protelada, adiando assim um aumento
de responsabilidade, uma menor flexibilidade de horários
e uma maior rigidez orçamental. Apesar da carreira profissional
ser uma prioridade, este target anseia e valoriza um equilíbrio
com a vida pessoal, pelo que o lazer nas suas múltiplas
vertentes (viagens, saídas à noite, restaurantes,
hobbies, ...) absorve uma parcela importante do tempo e recursos
destes indivíduos.
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Fazer
o engagement deste consumidor requer não
só um reequacionamento do próprio
produto, mas também estratégias próprias
de activação da marca. |
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O produto: packaging, portabilidade, conveniência
e saudável
Todo o universo deste target tem de ser ‘redimensionado’ face à realidade
das famílias mais clássicas (casal com 1 ou 2
filhos): o formato das embalagens é um atributo relevante
para estes indivíduos, já que as ‘embalagens
familiares’ por uma questão de dimensão
e validade se tornam desadequadas, para um núcleo familiar
reduzido, que habita por norma habitações de
menor dimensão e para quem as refeições
fora de casa, fazem parte do dia-a-dia.
‘Fast food’ e refeições prontas, num conceito de
alimentação saudável e conveniência, são
alternativas também em crescimento junto deste target.
A comunicação: on-the-go
São indivíduos com vidas sociais activas e para
alguns, a ‘casa’ não é mais do que
um ‘dormitório’; nestes casos, a rádio
representa um ponto de activação das marcas privilegiado,
acompanhando-os nas deslocações, mas não
só. Nas faixas etárias até aos 35 anos
a internet tem já uma penetração superior
a 75%, sendo um meio com potencialidades próprias para
activação das marcas e que veio alargar as oportunidades
de contacto do meio rádio. De facto, o acesso à rádio
através da internet, facilitando o seu consumo por exemplo
no local de trabalho, faz já parte dos hábitos
de perto de 40% dos indivíduos que utilizam internet
entre os 25 e os 34 anos.
Também a imprensa on-line abriu novas perspectivas
de contacto com este alvo: 33% dos utilizadores internet entre
os 25 e os 34 anos lêem notícias on-line e, sendo
certo que estes níveis têm repercussões
nos hábitos de leitura em jornais tradicionais, abre
uma nova oportunidade de segmentação, pela possibilidade
de maior adaptabilidade de conteúdos, cujos custos de
difusão
neste formato, não requerem números mínimos
de exemplares.
É o típico consumidor-on-the-go e sempre contactável.
O telemóvel tem uma taxa de penetração na população
portuguesa acima dos 85% (99% nas faixas etárias com menos de 35 anos),
sendo um ponto de contacto a explorar pelas marcas para contactar com este
target: fazê-lo de uma forma pouco intrusiva e surpreendente é o
desafio! ///
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